Monday, January 15, 2007

Burca

Hoje que a noite transpira
E a brisa nos deixou molhados
Venho burlar olhos detetives
E fazer gozar teus medos chicoteados

Por entre as frestas da ignorância
Como quem foge um pouco da morte
Sinto-lhe trêmula, quase escorrendo
Entreolhando meus olhos de fome

E quando toco-lhe o rosto e a carne
Vejo a loucura que a deixa sorrir
Loucura guardada, febril, sufocada
Que revela o amor que exala de ti

5 Comments:

Blogger Amanda said...

É assim que me abraço
É assim que me evito

Sinto-lhe trêmula, quase escorrendo

Hoje faço amor, amanhã apanho


Me deixaram sem palavras... Arrepio contido, frio... Devastador.

Belas palavras! Belissimas!

12:37 PM  
Blogger Paulo Silva said...

Se eu ganhei un fã,você ganhou um admirador.
Li atentamente todo o seu blog,e confesso,o país deveria dar mais atenção a toda esta beleza poética.
Mágnificas estas suas belas plavras.
Um abraço e obrigado pela sua visita.

3:32 AM  
Blogger Madeira Inside said...

Olá!
Uau! Gostei imenso!!
Loucuras...loucuras :P

Beijinhos
*********

7:48 AM  
Blogger Taciane said...

esse seu poema me da uma nostalgia maravilhosa.

hoje eu to assim
nostalgica da vida
que vai e nao volta
e se volta volta diferente.

adorei seu blog =)

1:27 AM  
Blogger In Infinitum in gnaritas said...

esse seu poema me da uma nostalgia maravilhosa.

hoje eu to assim
nostalgica da vida
que vai e nao volta
e se volta volta diferente.

adorei seu blog =)

1:29 AM  

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